Grécia sai do buraco e anima EURUSD

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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, foi à ilha de Ítaca nesta terça-feira, em um gesto repleto de simbolismo clássico feito no momento em que o país emerge de nove anos de crise e de pacotes de resgate financeiro internacional. “Ítaca será identificada novamente com o fim de uma Odisseia dos tempos modernos (que foi) muito difícil para o povo grego”, disse o premiê ao chegar à ilha.

No poema épico de Homero, Ulisses volta para sua Ítaca natal depois de lutar na guerra de Troia e ficar perdido no mar durante 10 anos.

Tsipras fez um pronunciamento oficial na ilha um dia depois de a Grécia encerrar seu terceiro acordo de resgate financeiro com credores internacionais, que financiaram o país a partir de 2010 em troca de reformas duras e austeridade sob monitoramento de seus inspetores. “Não estamos dizendo que todos os problemas foram solucionados porque encerramos o resgate financeiro, não comemoraremos”, disse o vice-ministro da Economia, Alexis Haritsis, à estatal TV ERT. “Mas é um dia significativo e é um sucesso conseguir sair de uma vigilância dura”.

O ex-premiê George Papandreou, que adotou o primeiro pacote de resgate financeiro dos parceiros da Grécia na zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) oito anos atrás, também usou a Odisseia como analogia à época. “Estamos em um caminho difícil, uma nova odisseia para a Grécia e a nação grega”, disse Papandreou na ocasião. “Mas conhecemos o caminho para Ítaca, e demarcamos as águas em nossa busca”.

Seguiram-se austeridade e tumulto político e a economia encolheu em um quarto, empurrando um terço da população para a pobreza e forçando a imigração de milhares. Dois outros pacotes vieram em 2012 e 2015. No total, os 288 bilhões de euros que a Grécia emprestou são o maior resgate financeiro da história, sobrecarregando o país com dívidas equivalentes a 180 por cento de seu produto interno bruto (PIB) anual. Nos próximos anos a Grécia terá que manter superávits primários, excluindo os pagamentos da dívida, e novos cortes nas pensões podem ocorrer em 2019.

Partindo-se para a nossa Análise Gráfica, podemos notar como os últimos dias não foram de calmaria para a moeda europeia. Na semana passada, sofreu fortes quedas em meio a implosão da crise na Turquia. Nesta semana, um alento aos mercados com as boas notícias vindo da Grécia.

Podemos notar no gráfico diário, como no médio prazo os preços se desenvolvem em uma tendência de baixa, através da formação de topos e fundos descendentes. Tínhamos o importante nível em 1.1500 que funcionou por várias semanas como suporte, até ser rompido alguns dias atrás. Com isso, tivemos quedas até o próximo suporte nos 1.1300.

Com o mercado encontrando compradores na região dos 1.1300, era esperado que pudesse subir novamente até os 1.1500 e pudesse encontrar uma força vendedora para defender a região que antes era suporte e poderia funcionar como resistência, mas ao que parece o otimismo tomou conta e os preços passaram batido, já trabalhando acima dos 1.1500 no momento desta análise.

Sendo assim, se caso a força compradora continuar no controle, poderemos ter mais altas até a próxima região de resistência entre 1.1800 – 1.1850. Se os vendedores reaparecem no mercado para controlar a movimentação dos preços abaixo dos 1.1500, poderemos ter mais descidas até os 1.1300 novamente.

Vamos acompanhar. Abraços e bons trades!

Rodrigo Rebecchi

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