DICA FINANCEIRA: É Melhor Financiar ou Alugar um Imóvel para Morar?

DICA FINANCEIRA: É Melhor Financiar ou Alugar um Imóvel para Morar?

Ah, o sonho da Casa Própria parece que já nasce incumbido com todo brasileiro. Desde jovens, a maioria já traça como metas se casar, ter filhos e comprar sua “casa dos sonhos”, para montar do seu jeito, ter as coisas como sempre quis e viver a rotina que melhor se adequa ao seu estilo de vida. Mas hoje, quero trazer para este Artigo uma discussão das mais difíceis quando o assunto é Educação Financeira: qual a melhor alternativa, entrar em um Financiamento, dando uma entrada e assumindo aquelas parcelas com juros altos embutidos por 20, 30 anos que vão consumir boa parte do seu orçamento mensal ou viver de Aluguel por um tempo, até juntar todo o dinheiro para se comprar o imóvel à vista? Vamos às contas para descobrir…

Essa cultura pode se dever ao fato de que no passado, principalmente na década de 80, quando a inflação era muito alta, os imóveis eram uma das poucas maneiras de assegurar o valor do dinheiro aqui no Brasil. Há quem diga que pagar aluguel é jogar dinheiro fora, mas a matemática está aqui para nos provar a realidade. Outros já dizem que ao entrar em um financiamento, ao invés de pagar aluguel ao proprietário, você pagará aluguel ao banco. Experimente atrasar 3 parcelas para ver no problema em que pode se meter e se o banco não vem pra cima lhe causando o risco de perder o imóvel e todo o dinheiro investido?  

Será que hoje em dia, com a economia mais estável e as taxas de juros da casa de 6,5% ao ano este “sonho” da Casa Própria continua valendo? Bom, vamos à um cálculo para exemplificar qual pode ser a melhor alternativa.

Vamos imaginar que o imóvel que você queira custe R$ 750.000,00 (setecentos e cinquenta mil reais). Se você fosse dar uma entrada de 20%, o valor seria R$ 150.000,00. Financiar os R$ 600.000,00 pelo principal Banco do país voltado para créditos em habitação (tomemos a Caixa Econômica Federal como exemplo), o negócio seria baseado em juros de 10% ao ano + TR usando sistema de amortização de SAC. Teríamos um resultado de prestações iniciais no valor de R$ 6.603,66 para os próximos 30 anos, considerando um financiamento de 360 meses.

Muito bem, continuando com a nossa conta, o valor total a ser pago pelo imóvel ao final do financiamento seria de R$ 1.513.384,84! (pasmem senhoras e senhores, o dobro do valor!). Resolvendo alugar ao invés de comprar financiado, pagaria um aluguel de R$ 3.750,00, considerando o valor médio de 0,5% do valor do imóvel, o que gera uma diferença de R$ 2.853,66 em relação à parcela do financiamento. Este valor sobraria no seu bolso.

Vamos continuar, não perca o seu raciocínio! Se investir essa sobra todos os meses regularmente pelos próximos 12 anos, a uma taxa líquida de retorno de 0,5% ao mês, terá o valor de R$ 602.695,50. Não se esqueça que também colocaria na aplicação o valor da entrada de R$ 150.000,00, que depois de 12 anos seria de R$ 307.612,62. Com a soma dessas quantias, seu capital aplicado seria de R$ 910.308,22. Neste momento, poderia comprar o imóvel de R$ 750.000,00 à vista.

Melhor parte da história: depois de comprar a sua casa à vista, poderia continuar aplicando o valor total do aluguel + parcela de investimento, que seria de R$ 6.603,66 pelos próximos 18 anos, para totalizar o prazo de 30 anos que seria do financiamento inicial. Isso te daria um valor investido de…que rufem os tambores…R$ 2.570.738,54. Você seria um belo de um milionário morando na sua casa dos sonhos quitada há 18 anos atrás!

Essa quantia lhe proporcionaria uma renda passiva de aproximadamente R$ 12.853,00 por mês, utilizando apenas 0,5% do valor total do seu capital, que continuaria intacto.

Acredito que você não esperava que a matemática pudesse te mostrar a verdade. Sabe porque a maioria das pessoas é pobre? Porque elas seguem o efeito manada e fazem o que a maioria diz para fazer. Os ricos pensam fora da caixa, na essência do problema, buscando as melhores alternativas. Quer ser rico, vá estudar os ricos e aprenda como eles fazem para lidar com o dinheiro. Chega de ouvir parentes, amigos, colegas de trabalho e vizinhos endividados que se acham os donos da verdade e vivem cheios de dívidas para pagar, dentro da corrida dos ratos e muito longe da verdadeira liberdade financeira. Presos aos seus empregos e negócios por toda a vida, sempre esperando o próximo mês virar para que o dinheiro que entrar seja destinado ao pagamento de boletos que já estão para vencer.

Acredito que você possa ter ficado impressionado com estes números, mas agora vem a hora da verdade: “Eu não tenho a disciplina de guardar dinheiro caso não tenha uma prestação para pagar.” Infelizmente, esse é o pensamento da maioria das pessoas. No futuro, você quer estar sentado na sua casa vivendo de uma aposentadoria medíocre? Realmente acredita que essa desculpa possa consolá-lo? Ou será que pode valer a pena, custe o que custar, adquirir este hábito de aplicar parte do dinheiro todos os meses e no futuro ter uma vida de sonhos com liberdade financeira?

 

Rodrigo Rebecchi

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